Quem é que tu queres ser?
- Maria Inês Félix

- 11 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 13 de nov. de 2025
Sempre fui daquelas pessoas que, quando chega a um sítio novo, gosta de ficar atenta e observar primeiro. Fico ali, no meu canto, em silêncio. Não por timidez… mas porque há uma parte de mim que precisa de tempo. Essa parte é a Maria. A minha dislexia.
Durante muito tempo, pensei que a Maria era algo que eu devia esconder. Que era o meu ponto fraco. Aquilo que me fazia diferente dos outros. Só mais tarde percebi que ela é, afinal, a minha parte mais criativa, sensível e espontânea. Só que não gosta de pressas. Na verdade, precisa de espaço e de muita calma.
E sabes o que aprendi?
Que as coisas verdadeiramente importantes são, quase sempre, as mais simples. E que raramente chegam com barulho. Estão nos pequenos momentos da vida: ver as cores dos balões no céu, conversas que aquecem a alma e pessoas que ficam. Pessoas que nos vêem exatamente como somos. Daquelas que não só nos aceitam, como se riem connosco, entram na nossa invenção de palavras novas e celebram a nossa forma única de ver o mundo.
É aí que a Maria aparece na sua autenticidade: quando não me obrigo a encaixar, quando simplesmente me permito ser eu mesma.
Por isso, deixo-te esta pergunta, verdadeira e sem pressa: Quem é que tu queres ser?
Mesmo já sendo adulta, ainda estou a aprender a ser a Maria Inês: a minha dislexia e eu, juntas, no nosso tempo e ao nosso ritmo.
Com quem sabe ficar… e sabe acolher.





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